Pages

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não vou usar ninguém

Esperarei meu coração enjoar das lembranças, esperarei minha memória parar de reproduzir palavras, vozes. Só não usarei ninguém pra que esse processo adiante. Eu percebi que ainda sinto, quando tive medo de olhar para trás. Mas também percebi que não usarei ninguém para tentar apagar isso. Sei que algumas coisas que vão podem voltar, mas não neste caso. Foi consumado. Impossível o retorno. Enquanto isso, me encontro bem assim, numa situação de conformidade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Hoje, com Ela.

Hoje o sol está tão forte, dói meus olhos. Não poderia chover? Invernar? Já que não estou com vontade de ver ninguém, de ouvir ninguém. Hoje nenhuma leitura me distrai, nenhuma música me satisfaz, nenhuma conversa vai me fazer rir verdadeiramente. Hoje é o dia em que me olho no espelho e me pergunto quem é essa? Cadê suas expressões? Cadê sua alegria?
Por favor, ninguém me force a sair de dentro de casa. Porque se eu tiver de sorrir,sorriria falso, se eu tiver de olhar, seria por baixo, se eu tiver de cumprimentar seria apenas um aceno de longe.
Hoje é o dia que tenho vontade de chorar, mesmo sem motivos. Eu os encontro, que não seja por isso.
Hoje é o dia que tenho vontade repentina de comer chocolate, os traga pra mim. Deixe-os na porta e vá embora.
Hoje é o dia que não tenho capacidade de me aturar. Imagine a você?! por favor, não me procure.
Hoje é o dia que não quero ouvir mentiras, nem hipocrisia. Então Se cale.
Hoje eu estou com o péssimo habito de revidar, Não grite comigo. Mas também não me abrace, não fale palavras doces, nem me bajule. Apenas me ignore. Em um outro dia, quando tudo isso passar, lembrarei de agradecer.
Hoje eu não quero assistir jornais, pois veria assassinos, estrupadores, pedófilos, e desejaria com toda minha força o mal para eles. E isso não seria o correto.
Hoje é o dia que não queria sentir, mas sinto tudo isso e mais um pouco.
E quando tudo pede um pouco mais de calma...eu finjo ter paciência -

segunda-feira, 14 de março de 2011

Minha menina



A cada semana que passava era notável a mudança, a barriga crescia cada vez mais e minha ansiedade era grande para ver o rostinho lindo de minha menina. O nome já tinha sido escolhido. Maria Eduarda, Duda, como já a chamávamos. Foi emocionante quando a senti pela primeira vez, ela mexeu. Confesso-lhes, foi emocionante, mas assustador também. Ficava horas atenta á espera de um chutinho, uma comunicação. Às vezes ela ficava um dia inteiro quietinha, parecia dormir. Eu ficava apreensiva. Não só eu, mas como todos ao nosso redor. Mas quando finalmente ela decidia dá um sinalzinho era um alvoroço todos em cima daquela barriga enorme.
- Olha, ela tá chutando desse lado – um dizia
- O que será essa parte durinha? – Outro perguntava
- Deixa eu ver,sai... É a cabecinha. - Outro informava
- Não, a cabecinha é essa aqui! – outra discutia
- olha, chutou mais forte desse lado – Outro gritava
Eram ouvidos, eram mãos, eram conversas, eram canções, e assim por diante, tudo para aquela menininha que aguardávamos ansiosamente.

Cuidado aos extremos, ela já era mimada desde a barriga.

- Sim, você tem que se alimentar direito - Diziam.
- Não, você não pode comer isso – Alertavam
- Não, não! Deixe que eu faço isso para você – Gritavam
- Sim temos de cuidar, é ela que é o baú de nosso tesourinho. – Diziam

E eu, consentia com tudo. Eu amava aquilo tudo, amava participar, amava esperar, amava mimar.
Nunca tinha acompanhado de tão perto uma gravidez. Foi maravilhoso, enquanto elas estavam perto de mim. Mas, doloroso, ao vê-las partirem. Minha prima teve de voltar para São Paulo. Sim, ela voltou levando com ela meu bebê, nossa menininha. Mesmo, antes de eu ver seu rostinho. Choramos, sim, choramos muito, muito, depois de um ano ainda choro.
Já á vi, mas nunca pude carregá-la. Já vi seu lindo rostinho, mas nunca pude tocá-lo. Já vi sua linda risadinha, mas nunca pude ouvi-la. Já vi sua mãozinha, mas nunca pude apertá-la. E o que mais me dói é que ela nem sabe que existo.

Boas noticias, em breve carregarei, beijarei, mimarei a menina que mesmo antes de conhecê-la eu já a amei.

quinta-feira, 3 de março de 2011

SE PRECIPITAR

"A menina Lavínia, de 6 anos, morta pela amante do pai” Mulheres são enganadas por um homem na internet, marcam encontro, o levam pra casa e... rola uma linda cena de amor tipo de cinema! NÃO FOI ISSO QUE EU VI EM UM NOTICIÁRIO NESSE ULTIMO DOMINGO (27/03), Elas foram R-O-U-B-A-D-A-S.

Há quem chame de caretices, mas é vital conhecermos o máximo que pudermos uma pessoa, antes de nos relacionarmos com ela. O MÁXIMO QUE PUDER, porque é impossível conhecermos totalmente a personalidade de uma pessoa. Escuto mulheres e homens com anos de casados dizerem que ainda se surpreendem com certas atitudes do seu cônjuge.
Atualmente é super “normal” conhecer uma pessoa hoje e ir para cama com ela amanhã, ou hoje mesmo, ou dali a dez minutos, ou cinco... um?

É incrível como a atração física cega completamente o raciocínio lógico das pessoas, colocando-as em sérios apuros. As noticias que você leu acima são apenas dois dos muitos resultados de se envolver com pessoas precipitadamente, antes mesmo de tentá-las conhecer melhor.
Ontem estava eu no shopping Iguatemi , em uma famosa loja de conveniência. Visualize a cena: eu com uma coca-cola de 600 ml gelada na mão, louca para beber, mas respeitando o aviso de “não abra as embalagens dos produtos antes de efetuar o pagamento” Sabe sou uma boa garota. Na outra mão três barras de chocolate.

Eu tinha acabado de voltar de uma entrevista de emprego, tava toda social, com um salto fino 11 em uma fila enooorme que parecia não sair do lugar e sem nenhuma amiga pra conversar. Resultado: os olhos vagam por ai... RS. De repente...Nossa que lindo, um menino lindo, para ser mais especifica um príncipe, cabelos pretos , óculos (parecia de descanso), corpo atlético, ele fazia o tipo intelectual, muito bem arrumado, tava com uma mochila, deveria ter vindo da faculdade, ou cursinho. perfect boy, I WANT!

Não, não, não, Eu não quero. Só foi eu me distrair um momento, dando um passo a frente,pois a fila andou. Milagre. Voltei minha atenção nele e... e... HOW?! Ele tava colocando tudo que via pela frente dentro daquela mochila, sim aquela mochila que eu pensei que estava cheia de livros. GENTE, ELE TAVA ROUBANDO NA MAIOR CARA DE PAU, COLOCANDO TUDO DENTRO DA MOCHILA. Disfarçou e foi embora.

“Meldels”, Como as aparências enganam. Todos nós estamos sujeitos a isso, eu por alguns minutos criei em minha mente um perfil totalmente errado sobre aquele garoto, baseado em sua aparência. Cabe a nós não nos deixarmos levar somente pela emoção, atração física, beleza. Envolvermo-nos com alguém que mal conhecemos, é tão divertido e prazeroso, sim claro, nos Filmes.
Me chame de careta quem quiser, mas tenho princípios, que me faz andar não nas nuvens, mas em terra firme, e me traz segurança.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ela, ele e o biscoito

Ela andava apressada pela rua, era grande a vontade de chegar em casa. Precisava comer algo, a fome estava lhe causando náuseas. Desde criança sempre repugnou comer lanches na rua, dizia que não sabia os modos de quem os fazia, então optava por não comer.

Mas era sexta-feira, o dia em que a disposição já foi totalmente sugada pelos os outros dias. Mas mesmo assim tende-se cumprir com as exigências do dia a dia; estudar, trabalhar, procurar, cada um com suas responsabilidades.

Enquanto andava, lembrava da tediosa aula de sociologia que teve das 13:00 as 17:00hs. Durkheim, Max Weber, Karl Marx, esses nomes não saiam de sua mente.
Seu estomago lhe chamava atenção mais uma vez.
- Preciso comer algo! – Ela murmurou.
Ao olhar para o lado avistou um mercado, estava lotado de gente, mas não tinha alternativa a não ser entrar e comprar algo para calar seu estomago até chegar em casa.
Prateleiras de biscoitos. Ela parecia paciente e cautelosa ao escolher um biscoito. Não poderia ser de morango, pois detestava! Não poderia ser todo de chocolate, pois enjoava! Ela preferia os mistos. Pronto. Sabor leite condensado com chocolate. Olhou a enorme fila no caixa e se desanimou, mesmo assim prosseguiu.
- Hei, mocinha. Passe na minha frente! –Propôs uma gentil senhora.
- Obrigada! – agradeceu-lhe com um sorriso.
Pôs o biscoito na bolsa. Ela não se sentia a vontade comer enquanto andava, sempre dava mais atenção ou a comida ou aonde pisava, resumindo: ou tropeçava ou se sujava. Deduziu que seria melhor comer no ônibus.

Seus passos eram rápidos em caminho ao ponto de ônibus, rua movimentada, pessoas indo e vindo, foi quando ela passou por ele...seus passos diminuíram até parar.
Ela olhou para trás e o observou paralisada em meio a um monte de gente as quais se esbarrava nela.
Ele estava parado em um muro na calçada. Tão sozinho, tão pequeno, deveria ter uns cinco anos.
Ela resolveu se aproximar dele.
- Oi – Ela disse, passando as mãos pelos seus cabelos lisos, porém visivelmente maltratados.
Ele sorriu em resposta, um convite para ela se ajoelhar ao seu lado.
- Cadê sua mãe?- perguntou preocupada, mas sem deixar o tom amigável.

Ele sorriu mais uma vez e apontou para uma mulher do outro lado da rua, que assim como ele, trajava-se de roupas velhas e sujas. A mulher estava grávida e pedindo esmolas a quem passava ao seu lado.

Ao ver isso, e entender do que se passava, ela respirou fundo e engoliu seco tentando aliviar a queimação na garganta, sufocando um choro.
Olhou para o garotinho ao seu lado que ainda sorria para ela e se sentiu uma inútil por não poder fazer nada a respeito.
Fechou os olhos fortemente tentando conter as lagrimas que insistentemente se acumulava em seus olhos. Nesse momento não era mais seu estomago que doía, era seu coração.
Nesse momento ela lembrou de algo.
Algo que não mudaria a vida do garoto, mas que lhe traria alegria, instantânea, mas alegria.
Ela pôs apressadamente a mão dentro da bolsa e tirou o pacote de biscoito. Os olhos do menino acompanharam sua mão. Ela riu, nunca que um biscoito em sua bolsa lhe trouxe tamanha felicidade. Ela abriu a embalagem cuidadosamente e o deu ao garotinho, que mais uma vez lhe sorriu. Tomou isso como um “Obrigado”.
Ela se pôs de pé sem tirar as vistas do garotinho que comia desesperadamente o biscoito. Ela passou as mãos pelos seus cabelos em um gesto desolado enquanto ainda fitava o garotinho.
- tchau! – disse ela, forçando um sorriso, o qual o garotinho nem viu, ele nem a olhou, estava muito entretido no biscoito matando sua fome.

Ela olhou mais uma vez para a mãe do garoto do outro lado da rua que ainda continuava seu trabalho.

“Sociólogos! Tantas teorias e nenhuma solução” – Pensou.

Ela olhou em direção ao céu e murmurou algo muito baixo, provavelmente falara com Deus rapidamente e em seguida sem conter uma lagrima que rolava pela sua face, deu as costas para aquela cena e seguiu seu trajeto.

“ Felizes os que prateiam, porque serão consolados” – Mateus 5:4

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Esperar, esperar... até quando garotas?!

Até quando nós mulheres repetiremos o velho ato de ansiosamente esperar a ligação dele no dia seguinte?! Se todas nós já estamos cansadas de saber que a maioria deles não irá ligar. Até porque é fato: no dia anterior, além de nós, eles conheceram mais de 300 meninas e junto com elas seus telefones. Portanto é bem lógico que esqueçam de nós. Mas se caso você for a privilegiada em receber a ligação tão esperada entre 300 ou mais garotas...nada melhor do que fingir que nem lembrava dele, não concorda?
- Junior? Junior da onde???
Dá uma esquecida, ainda é uma das melhores maneiras de despertar o interesse. Afinal, desinteresse gera interesse e vice-versa, é como já dizia o profeta Maomé: “Pisa –cola, cola -pisa”. (Tudo bem... não foi Maomé que disse isso, ignorem essa parte).
Mas sobre dicas de paquera, deixemos que a Capricho e a Atrevida cuidem, até porque aqui não é um blog de auto-ajuda.

O caso é, até quando ficaremos ansiosas pela ligação deles?
A narração que veremos a seguir mostra o que já aconteceu e acontece com a maioria das garotas. (Que um garoto nunca leia isso).

Você já esta impaciente a espera da ligação dele, é claro que você não vai dá o braço a torcer ligando pra ele, é melhor esperar mesmo.
Depois de horas de espera você escuta o celular tocar, corre para atender com a mão cheia de espuma, afinal estava lavando os pratos, enxuga rapidamente em qualquer pano que encontra pela frente. Quando pega o celular... How?! Ele nem esta tocando e nem nunca tocou.
Se toca garota, de tanto você desejar a ligação dele, sua mente já esta reproduzindo automaticamente o sonzinho do toque do seu celular. Com uma cara péssima você volta para seus afazeres. Tenta se distrair fazendo milhares de coisas, mas assim como uma mãe que zela pela segurança de seu filhinho no parque não tira a atenção dele nem por um segundo. Voce não tira as vistas de seu celular. Caso isso aconteça seria fatal! Pois é, seria fatal perder a ligação dele.
Ah que bom! O celular está tocando e você já se certificou que não é sua mente usurpadora tentando te enganar, até porque, dessa vez você pôde ver de longe a iluminação do visor. Você da uma tossidinha limpando a garganta pra voz sair legivelmente encantadora.
- alô?!
How?!
Pois é, era sua mãe? Sei...podia ser qualquer pessoa na face da terra, seu pai, sua vó, sua tia falecida, o presidente Lula....Menos ele!

Frustação! Eu sei, já passei por isso, alias quem nunca passou por isso?! E o que mais me preocupa é que o numero de garota que passa por isso todos os dias é alarmante. E não são garotas (calouras) são garotas veteranas que já se viram nessa situação e se deixam vivencia-las.

E o pior garotas, é que este post não é uma dissertação na qual é obrigatório no final sugerirmos soluções para o problema que foi abordado.
Espero um dia, quando eu não sofrer mais desse mal, postar aqui uma solução. Até porque não somos nós que temos de esperar a ligação deles, são eles que tem que esperar as nossas!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Abaixo o amor ?


Ao som de 21 Guns -Green day, trancada em meu quarto, em pleno domingo, comendo brigadeiro. A cena perfeita, a musica exata,o clima certo para escrever, não sobre mim, mas sobre ela.
Dona de um coração inconstante, não sabe se ama, não sabe se permite ser amada, simplesmente não sabe amar.
Vinte e um anos de pura teoria, sabe expor, como ninguém, seus sentimentos controversos através da escrita, mas na pratica é leiga.
Nem um ser se quer ouviu a frase “Eu te amo” vinda dela. How?!
Ela desconsidera a idéia que exista alguém especial para cada pessoa.
Ela conseguiu “odiar” um garoto que recitava Shakespeare para ela. How?!
Não sei exatamente se ela merece a minha eterna admiração, ou minha fugaz decepção.
Não sei se a invejo por ser ponderada, ou se a detesto por ser volúvel em questões de amor.
Só sei que gosto de lê-la, ouvi-la, gosto da parte dela que há em mim.
Apesar de já ter saído a frase “eu te amo” de minha boca para uma pessoa, esse fato não nos faz diferentes uma da outra.
Ela lerá isso e do mesmo modo como interpreta meus olhos, interpretará esse texto e perceberá que se trata dela. E discordará de mim quando eu disser que fui ousada e inconveniente ao, sem pedir permissão, a descrevi publicamente.
Ao contrario ela se deliciará com cada palavra.